quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Osteoporose


Osteoporose é  uma doença caracterizada pelo aumento da fragilidade dos ossos devido a diminuição da quantidade e qualidade óssea. Os sintomas clínicos podem incluir dor nas costas, perda de peso e historia de fraturas. A Organização mundial de saúde define osteoporose como densidade mineral óssea ( BMD – Bone mineral density)  menor que - 2.5 desvios padrão, sendo o valor base o BMD de uma mulher de 35 anos. Valores entre -1.0 e -2.5 são classificados como osteopenia pela OMS. No entanto estudos mostram que a ocorrência de fraturas patológicas não ocorre apenas em pacientes com BMD menor que -2.5 desvios padrão, mas sim ocorre em um continuo. Além disso, outros fatores de risco estão envolvidos na ocorrência deste tipo de fratura, como história prévia de fraturas, idade maior que 65 anos e história familiar positiva para osteoporose.

                                                                                                                                        


                    A osteoporose é geralmente considerada uma doença silenciosa. No entanto algumas manifestações são muito indicativas da doença como: fraturas a pequenos traumas com perda de peso; fratura de pulso ou tornozelo em mulheres na pós menopausa recente; fraturas de quadril em idosos; alterações vertebrais sem explicação traumática, manifestada como dores na região lombar, torácica ou parte posterior da coxa. Com os avanços dos exames que acessam a BMD, cada vez mais são freqüentes pacientes assintomáticos que apresentam como única alteração a BMD diminuído. Como a diminuição da BMD é apenas um fator de risco para a osteoporose, devem-se buscar outras manifestações clinicas para se firmar o diagnóstico.
                    Varias técnicas de imagem permitem calcular a BMD, sendo chamadas genericamente de densitometria óssea. Os dois locais mais utilizados para se medir a BMD são o colo do fêmur e a coluna vertebral lombar ( preferencialmente L2-L3). Os resultados da densidade óssea tradicionalmente são expressos na forma de score T ou Z. O score T é o número de desvios padrão pelo qual a densidade óssea do paciente difere do pico de densidade óssea de indivíduos do mesmo sexo e etnia. O score Z é o numero de desvios padrões pelo qual a densidade óssea do paciente difere da densidade óssea de indivíduos da mesma idade, com mesmo sexo e etnia.


                O tratamento da osteoporose inclui diagnosticar aqueles em alto risco de desenvolver a doença (paciente entre -1 e -2.5 desvios padrão), excluindo outras causas de diminuição da BMD e selecionar o melhor tratamento para cada paciente. Além disso, o tratamento de pacientes que já apresentam a doença instalada pode interromper a progressão da doença. É importante lembrar que o tratamento da osteoporose diminui em 50% o risco de fraturas na grande maioria da pacientes corretamente tratadas.
                A quantidade de cálcio essencial para um aporte satisfatório para um adulto é de 1.500 mg de cálcio elementar por dia. O tratamento correto da osteoporose se baseia em garantir um suporte adequado de cálcio e de vitamina D para os pacientes. Para isso pode-se administrar citrato de Cálcio ( apresenta 0.4-0.7 g de cálcio elementar por dia) ou carbonato de cálcio, que fornece cerca e 1 – 1.5 g de cálcio elementar por dia, associados a vitamina D em doses de 400-1000 UI por dia. Outras drogas são utilizadas também no tratamento da osteoporose, como terapia de reposição hormonal, moduladores de receptores estrogênicos, entre outros, mas deve-se destacar os Bifosfanados. Esta classe atua inibindo a reabsorção óssea osteoclástica, aumentando assim a densidade óssea, diminuindo assim o risco de fraturas. Exemplos de drogas desta classe são o Alendronato ( 70 mg 1 vez na semana), e o Risedronato ( 35 mg 1 vez na semana). Essa classe apresenta meia vida óssea de 10 anos, sendo que efeitos da terapia de longo prazo com essas drogas precisam ser elucidados. O acompanhamento do tratamento e a evolução da doença são feitos através dos exames de densitometria óssea, comparando-se os valores atuais com os valores anteriores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário